Educação é Revolução: A luta é uma poesia coletiva.
Exposição acontece na Galeria Experimental até o dia 18/09.

Leia o texto curatorial da exposição:
O Brasil do amanhã é construído todos os dias dentro da sala de aula. A educação é liberdade, é resistência e é luta. A educação é transformadora, cria ideias, movimenta mundos e muda vidas. A educação revolucionou a sociedade e continua revolucionando diariamente. A nossa revolução começa nas escolas.
Uma educação que ensina a pensar é perigosa para quem precisa que as pessoas apenas obedeçam. Uma educação pública, acessível e crítica é perigosa para quem lucra com a desigualdade. Uma juventude organizada, consciente de seus direitos e capaz de reconhecer as estruturas que a oprimem é perigosa para qualquer sistema que dependa do silêncio.
E, se tem algo de que eles têm mais medo do que da educação, é daqueles que lutam por ela. Há mais de 100 anos, o movimento estudantil luta por nossa liberdade coletiva, pelos nossos direitos, por uma sociedade justa e igualitária, pelo nosso poder de pensamento e pela nossa subversão cultural.
Porque a história do movimento estudantil não é feita apenas de conquistas. Ela é feita de enfrentamentos. É feita por estudantes que decidiram não aceitar o silêncio e compreenderam que ocupar espaços também é uma forma de transformá-los. E este é um ano em que precisamos falar sobre isso.
Quando a organização estudantil é atacada, quando estudantes são ameaçados por ocupar os espaços políticos que lhes pertencem, quando a educação pública é questionada e discursos de ódio atravessam os muros da escola, permanecer em silêncio deixa de ser neutralidade. O silêncio também é uma escolha política.
Por isso, expor a nossa força é mostrar que o movimento estudantil existe, resiste e se importa. Porque ser jovem não é ser fraco. Ser jovem é ter força para lutar e, mesmo diante das tentativas de silenciamento, continuar ocupando os espaços que nos pertencem.
Expor a nossa poesia coletiva é olhar para o passado e reconhecer que ele ainda fala conosco. Em cada carta escrita, em cada cartaz colado ou ameaçado, em cada vida, afeto e grito emanado, encontramos os vestígios de sentimentos e de uma história que continua sendo escrita.
Cada cartaz é uma voz. Cada ocupação é uma página. Cada Grêmio é um capítulo. Cada estudante que decide participar escreve mais uma linha.
Convidamos vocês a conhecer essa história e a participar dessa luta para construir nossa própria poesia. Vejam as fotos, os rostos e leiam as cartas. Sintam a indignação e o afeto de cada um. Pensem e sintam enquanto visitam esta exposição e reconheçam, em cada história, não apenas o que veio antes de nós, mas também aquilo que ainda permanece.
Há histórias que não podem ser esquecidas e lutas que não terminaram. Por isso, lembrar também é uma forma de lutar.
Porque sempre que possível, lembraremos.
Sempre que possível, aumentaremos nossa voz. E lembraremos que essa voz é nossa. É nossa para ocupar os espaços dos quais tentam historicamente nos tirar.
E, quando disserem que acabou, que passou, que desapareceu, que não existe mais movimento estudantil, responderemos juntos:
Nas ruas, nas salas, quem disse que sumiu?
AQUI está presente o movimento estudantil.
Autora: Bruna Gonçalves Schmoller Aurelio
Co-autora: Isadora modrow Rafael da silva
Confira abaixo alguns registros da exposição:












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