2016 

IFSul 20 anos: Cronologia Coletiva

IFSul 20 anos: Cronologia Coletiva aconteceu entre 26 de fevereiro a 11 de março de 2016. Foi uma exposição em comemoração aos 20 anos do IFSul Câmpus Sapucaia do Sul na qual o público foi convidado para rememorar a história e as pessoas que já passaram pelo Câmpus, colando mais de 500 fotos em seus respectivos anos e colocando, através de post-its, comentários sobre as pessoas que ali estavam e/ou sobre a foto em geral.

Chaine

Chaine, exposição da artista gaúcha Paula Plim, aconteceu entre 03 a 27 de maio de 2016. O espaço da Galeria Experimental foi o mote para pensar esta exposição. É característica na obra da artista o uso de cores vibrantes e de formas orgânicas, sendo a luz um elemento fundamental para ativar as sensações tão subjetivas geradas pelas cores. A passagem de luz pela janela filtrada pela interferência da cor proporcionou a criação de uma obra única que somada ao trabalho em vídeo projetado no teto e os quadros de cores intensas sobre as paredes escuras, convidam o público a uma nova percepção desse ambiente.

Histeria

Histeria é de produção e realização própria da Galeria, realizada entre 02 de agosto a 16 de setembro de 2016. A exposição foi dividida em duas etapas, sensorial e interacional. Sendo que para sucesso das metas estabelecidas na segunda etapa foi imprescindível a presença e participação da comunidade escolar que vem ocorreu com sucesso desde a abertura da exposição. Semanalmente foram feitos debates e rodas de diálogos, o Diálogos Histeria e Histeria Thinking, baseados na interação e depoimentos feitos até pelos(as) visitantes. A concepção da exposição Histeria surgiu tanto em repúdio ao estupro coletivo no Rio de Janeiro, em maio de 2016, quando 33 homens abusaram sexualmente de uma jovem de 16 anos (https://bit.ly/2CyfC7m), quanto e ao mesmo tempo, do descrédito na dita luta das 750 mil pessoas que mudaram sua foto de perfil do Facebook em apoio à campanha “eu luto pelo fim da cultura do estupro”. Envolvendo duas salas temáticas, a exposição é pensada a partir de acontecimentos como este, de mulheres consideradas culpadas por serem agredidas e violentadas, do medo que sentem da na rua, da ideia de que vestir pouca roupa é pedir para ser abusada física e verbalmente, da ideia de que reagir a tudo isso é Histeria.

Anatomia da Borboleta

A exposição Anatomia da Borboleta da artista Janete Fonseca, natural de Itaúna/MG e residente de Porto Alegre/RS, é, em parte, resultado de sua perfomontagem que aconteceu no dia 20 de outubro na Galeria Experimental, ficando exposta até o dia 25 de outubro de 2016. Anatomia da Borboleta é um rito de passagem, é a extração da matéria e o registro daquilo que é potencializado pela mudança. Gravura é o passado no movimento presente do corpo que sempre muda. Corpo é matéria em relação consigo, com o outro, com o tempo, com as coisas. O movimento do corpo e a gravura são inter-relacionados e compreendidos de forma ampliada, relacionados ao processo de mudança ao qual somos e estamos sujeitos como seres em constante transformação. Levando em conta a anatomia e as possíveis metáforas com a matéria, o corpo pode ser fonte de inspiração e ter também potência para ser livro – lido, degustado, ingerido, rejeitado. O toque e a relação com o outro são condições de existência de vários trabalhos aqui apresentados. Os trabalhos vieram do interesse pela figura humana no desenvolvimento das capacidades motoras e sua modificação como matéria. A relação com a água potencializa a mudança, seja de estado ou para deixar de existir. Em dias chuvosos essa relação se amplifica. A ação de trabalhar a matéria durante uma perfomontagem é tão importante quanto as imagens que resultam dela logo em seguida e o que podem se tornar nos dias seguintes.

Guilherme Irish

A exposição Guilherme Irish foi realizada pelo movimento de Ocupação do IFSul Câmpus Sapucaia do Sul, entre os dias 06 a 30 de dezembro de 2016, a fim de mostrar, através da arte, como foi esse um mês de resistência e luta e prestar sua homenagem e luto ao jovem assassinado pelo pai, a quem se dedica o nome do evento, Guilherme Irish.

Guilherme Irish foi assassinado pelo pai por ele não concordar com a sua luta pela educação nas ocupações. Ele foi perseguido, baleado e executado na cidade de Goiânia por sua desobediência, sua insubmissão, sua opinião diferente. O movimento de ocupação reconheceu a luta do colega Guilherme e através dessa exposição afirmaram que ele se manterá vivo e não será esquecido nunca.

[Sobre o Movimento de Ocupação IFSul Câmpus Sapucaia do Sul]

Os(as) estudantes do IFSul Sapucaia do Sul ocuparam o Câmpus entre os dias 26 de outubro a 26 de novembro de 2016, propondo múltiplos diálogos reiterando o protagonismo juvenil na educação. Acompanhamos as oficinas e dinâmicas variadas, realizadas pelo movimento, como: política, artes, educação e afins. A Galeria Experimental em apoio a ocupação dos estudantes no IFSul Câmpus Sapucaia do Sul, que reivindicaram o não retrocesso da educação, com a não implementação da PEC 241 e contra a reforma do ensino médio, propôs para os artistas que já colaboraram com o espaço e para todos e todas aquelas que se dispuserem a doar uma aula, um diálogo, alguma dinâmica, propondo interação e prática de saberes que a escola por vezes não proporciona. Além disso, a Galeria também divulgou publicamente uma nota oficial em apoio à ocupação, podendo ser acessada em https://bit.ly/2W78RCv.