Hiperconexão Ancestral
- Galeria Experimental
- 5 de set. de 2025
- 2 min de leitura
Uma exposição para se reconectar.

"Hiperconexão Ancestral" propõe um deslocamento de sentido: se na contemporaneidade a hiperconexão é sinônimo de excesso digital, dispersão e ruído, nesta experiência o termo é ressignificado para falar de uma ligação intensa, plena e profunda com aquilo que nos constitui desde sempre — a natureza e a memória ancestral que está em cada ser.
O visitante é convidado a deixar para trás o peso das conexões artificiais — o fluxo ininterrupto de notificações, ruídos e distrações — para atravessar um caminho de presença plena. As faixas, barreiras simbólicas que cortam o espaço, representam hiperconexões digitais que nos atravessam invisíveis. Obstáculos imperceptíveis que vêm aumentando a distância entre nós e a nossa essência.
Para fazer a travessia, é preciso permitir-se o tempo. O visitante precisa ativar uma escuta mais atenta de si, pensar sobre seu corpo, sobre cada movimento. Ter um olhar mais presente, um tato mais desperto. Reconhecer-se numa conexão sensorial e espiritual que vai além da contemplação, sendo vivida no corpo inteiro.
O som, o aroma e a imagem da floresta interconectada não são apenas cenário, mas guias sensoriais para um mergulho no que é vivo e atemporal. Do outro lado, o contato com a folha, percebida, sentida, resgatada, propõe o retorno com ela, mãe natureza, representada ali. Mesmo tempo e cuidado, fundamental para a preservação de ambos.
Ao final, escrever o nome sobre a folha é mais do que um registro de passagem — é um pacto íntimo com aquilo que nos sustenta desde antes da linguagem: a conexão ancestral.
A travessia não é apenas espacial, mas interior.
E a chegada é um retorno: à natureza, ao todo, a si.
Afinal, Somos Um.
A exposição estará na Galeria experimental até o dia 10 de setembro, não perca!
Confira algumas imagens da intervenção:

